Você foi a série que eu amei, mas que ao invés de ir para a segunda temporada, foi cancelada. Você foi a camisa de banda que eu usava em todos os lugares que ia, mas que encolheu com a máquina e ficou desgasta com o tempo. Você foi o livro que eu sempre carregava na bolsa, mas que sem querer, deixei no trem. Você foi a caneta colorida que eu adorava usar, até deixava minha letra bonita, mas que, eventualmente, ficou sem tinta. Você foi o meu travesseiro mais aconchegante, até o dia em que meu cachorro o mordeu e voou pena para todo lado. Você foi aquele pôster velho na parede do meu quarto que acabou rasgando. Você foi o achocolatado que eu parei de beber porque me disseram que já era hora de tomar café. Você foi a manta azul que me aquecia desde os 6 anos, mas que agora é pequena demais para me cobrir. Por favor entenda que minha intenção não é ser rude, meu bem, somente verdadeira.Você foi como tudo o que agora não me tem mais utilidade ou não está mais comigo, mas ainda assim, é parte de mim. Você pode até ter sido aquele abajur azul cheio de estrelas que meu pai comprou numa feirinha há alguns anos atrás, e que hoje não funciona. Mas eu nunca esquecerei as noites de insônia que o abajur passou comigo, enquanto eu contava as estrelinhas dele. Eram 27.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Você.
Você foi a série que eu amei, mas que ao invés de ir para a segunda temporada, foi cancelada. Você foi a camisa de banda que eu usava em todos os lugares que ia, mas que encolheu com a máquina e ficou desgasta com o tempo. Você foi o livro que eu sempre carregava na bolsa, mas que sem querer, deixei no trem. Você foi a caneta colorida que eu adorava usar, até deixava minha letra bonita, mas que, eventualmente, ficou sem tinta. Você foi o meu travesseiro mais aconchegante, até o dia em que meu cachorro o mordeu e voou pena para todo lado. Você foi aquele pôster velho na parede do meu quarto que acabou rasgando. Você foi o achocolatado que eu parei de beber porque me disseram que já era hora de tomar café. Você foi a manta azul que me aquecia desde os 6 anos, mas que agora é pequena demais para me cobrir. Por favor entenda que minha intenção não é ser rude, meu bem, somente verdadeira.Você foi como tudo o que agora não me tem mais utilidade ou não está mais comigo, mas ainda assim, é parte de mim. Você pode até ter sido aquele abajur azul cheio de estrelas que meu pai comprou numa feirinha há alguns anos atrás, e que hoje não funciona. Mas eu nunca esquecerei as noites de insônia que o abajur passou comigo, enquanto eu contava as estrelinhas dele. Eram 27.
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