quinta-feira, 25 de julho de 2013

Você.


Você foi a série que eu amei, mas que ao invés de ir para a segunda temporada, foi cancelada. Você foi a camisa de banda que eu usava em todos os lugares que ia, mas que encolheu com a máquina e ficou desgasta com o tempo. Você foi o livro que eu sempre carregava na bolsa, mas que sem querer, deixei no trem. Você foi a caneta colorida que eu adorava usar, até deixava minha letra bonita, mas que, eventualmente, ficou sem tinta. Você foi o meu travesseiro mais aconchegante, até o dia em que meu cachorro o mordeu e voou pena para todo lado. Você foi aquele pôster velho na parede do meu quarto que acabou rasgando. Você foi o achocolatado que eu parei de beber porque me disseram que já era hora de tomar café. Você foi a manta azul que me aquecia desde os 6 anos, mas que agora é pequena demais para me cobrir. Por favor entenda que minha intenção não é ser rude, meu bem, somente verdadeira.Você foi como tudo o que agora não me tem mais utilidade ou não está mais comigo, mas ainda assim, é parte de mim. Você pode até ter sido aquele abajur azul cheio de estrelas que meu pai comprou numa feirinha há alguns anos atrás, e que hoje não funciona. Mas eu nunca esquecerei as noites de insônia que o abajur passou comigo, enquanto eu contava as estrelinhas dele. Eram 27.

O bentido sentimento.

Sinto que falar de amor não é mais necessário. Tantas pessoas por aí já o fizeram. Cada uma de um jeito diferente, mas sempre voltando ao mesmos lugares: Como sofrem por não serem correspondidas, como são felizes por tê-lo, ou miseráveis por nem ao menos encontrá-lo. Então, me sinto estranha falando dele. O amor é complexo demais e minha sucintidade não deixa que eu vá muito longe. É muita felicidade, mas ao mesmo tempo muitas discórdias. É muita beleza, mas também muitas intrigas. Tão complicado, se formos tentar explicá-lo... Mas na prática, o amor é totalmente o oposto. Amar é a coisa mais simples que se há. Somente colocando esse sentimento que há em nós (e que só pode ser despertado por um outro alguém) em prática podemos compreender como ele pode nos fazer feliz tão sutil e facilmente. Por isso, aqui paro eu de tentar explicar para você o que é esse bendito sentimento que inspira tantas canções, filmes, pessoas... Justamente porque para o amor, não há explicação. Há o sentir, e isso, eu só posso fazer por mim mesma.